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Carolina Martins perdeu 70% da visão por causa da rinite alérgica

A influencer pensava que a culpa era do telemóvel, computador ou televisão — mas estava enganada.

Durante anos, Carolina Martins acreditou que as alterações na visão eram apenas uma questão de graduação. Desde nova que consultava um oftalmologista uma vez por ano e, até 2018, os exames não revelavam motivos para preocupação. Tinha algum astigmatismo, mas o grau era baixo. No ano seguinte, porém, percebeu que algo estava errado. Acabaria por descobrir que tinha ceratocone, uma doença da córnea que lhe fez perder cerca de 70 por cento da visão do olho direito.

Os primeiros sinais não eram fáceis de distinguir de um problema comum de visão. Carolina, natural do Brasil, tinha a vista embaciada, dificuldade em ver durante a noite e precisava de alterar a graduação dos óculos com frequência. Em 2019, quando tinha 25 anos, veio o diagnóstico. Não havia histórico familiar conhecido de ceratocone, mas existia outro fator que pode ter contribuído para o desenvolvimento ou agravamento da doença: a rinite.

Durante as crises, Carolina sentia comichão nos olhos e tinha o hábito de os esfregar. Durante anos, fez isso sem saber que poderia ter consequências graves. O ceratocone não é provocado por passar demasiado tempo ao telemóvel, computador ou televisão — algo que a influencer pensou inicialmente.

A doença está, sim, relacionada com uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O ato repetido de esfregar os olhos é apontado como um dos comportamentos associados à sua progressão, sobretudo em pessoas com alergias ou outras condições que provoquem comichão ocular.

 
 
 
 
 
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O ceratocone faz com que a córnea, a camada transparente que cobre a parte da frente do olho, fique mais fina e se deforme. Em vez de manter a sua curvatura habitual, ganha uma forma mais semelhante a um cone, alterando a forma como a luz é focada. O resultado pode ser visão desfocada ou distorcida, aumento do astigmatismo, sensibilidade à luz, dificuldade em conduzir à noite e mudanças frequentes da graduação.

A doença costuma surgir entre a adolescência e o início da idade adulta e pode evoluir de forma progressiva. O diagnóstico é feito através de exames que permitem analisar a forma e a espessura da córnea. Quando é detetada numa fase inicial, existem tratamentos que podem travar ou atrasar a progressão. Em situações mais avançadas, podem ser necessárias lentes de contacto específicas e, nos casos mais graves, um transplante de córnea.

A patologia acabou por ganhar uma dimensão pública através de Carolina, que além de partilhar o caso, construiu uma carreira ligada à comunicação e às redes sociais. Psicóloga de formação, tem uma pós-graduação em Comunicação em Redes Sociais e formação em neuromarketing e ciência do consumidor.

Atualmente, é apontada como a mulher mais seguida do LinkedIn na América Latina, com cerca de três milhões de seguidores, e integra a lista dos 50 maiores criadores de conteúdo da plataforma a nível mundial.

É também fundadora da Elevarum, agência especializada em branding, posicionamento e construção de autoridade no LinkedIn. A empresa trabalha com executivos, fundadores e empreendedores e já teve entre os clientes nomes como Whindersson Nunes, Nathalia Arcuri, Kaká Diniz e Natalia Beauty.

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