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Guia com os concertos e tudo o resto que não pode perder no Festival F

De 3 a 5 de setembro, Slow J, Carminho, The Gift, Wet Bed Gang e Moonspell são alguns dos nomes que vão passar por Faro.

Durante três dias, as ruas no interior das muralhas da Faro vão receber receber mais uma edição do Festival F. Entre 3 e 5 de setembro, o centro histórico da cidade transforma-se num palco a céu aberto para a 11.ª edição do evento que reúne 67 concertos, tertúlias, exposições, instalações, atividades para miúdos, mercados de autor e propostas de artes performativas.

O evento volta a assumir-se como um dos últimos grandes festivais de verão, com um cartaz dedicado sobretudo à música portuguesa, mas cada vez mais aberto às ligações com outras culturas e linguagens. Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, The Gift, Clã, Moonspell, Tz da Coronel, Nelson Freitas, Papillon, HMB, D.A.M.A, Branko, Chico da Tina, ÁTOA, Maninho e Mind da Gap são alguns dos nomes mais conhecidos que vão passar pelos vários palcos espalhados pela cidade velha.

A programação atravessa pop, hip hop, fado, rock, eletrónica e jazz, mas a experiência do F começa muito antes dos concertos. Há ruas para percorrer, restaurantes e street food para descobrir, exposições, conversas, mercados de autor e espaços onde a música se cruza com o património de Faro.

Ao longo de mais de uma década, o Festival F cresceu de 5.000 para 38.500 metros quadrados, recebeu mais de 350 mil visitantes e contabiliza 560 concertos. Em 2026, mantém também uma forte presença algarvia: cerca de 30 por cento do cartaz é composto por artistas da região, não por uma lógica de quota, mas como reflexo da vitalidade da criação musical local, contando assim com a presença de diversos artistas algarvios, como é o caso do artista farense Peculiar

A organização é da Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e Teatro das Figuras. O recinto distribui-se por sete palcos e outros espaços da Vila Adentro, incluindo o Palco Ria, Palco Sé, Palco Quintalão, Palco Fábrica, Palco Museu, Palco Músicos e Palco Arco. O Palco Castelo muda de configuração e recebe este ano a Silent Party, enquanto o antigo Palco Magistério deixa de fazer parte do circuito de concertos.

Há ainda dois encontros particularmente pensados para Faro. A 4 de setembro, Ricardo Ribeiro apresenta-se com a Orquestra de Jazz do Algarve. No dia seguinte, Carminho junta-se à Orquestra do Algarve. São duas noites em que o fado se cruza com formações ligadas à região. A presença brasileira também volta a fazer parte do ADN do festival, com Tz da Coronel, enquanto Nelson Freitas representa uma das principais ligações à música cabo-verdiana contemporânea. Pelo meio, há nomes de diferentes gerações da música portuguesa e uma longa lista de projetos emergentes.

Quinta-feira, 3 de setembro

O primeiro dia começa a desenhar a identidade desta edição, com uma mistura entre nomes já estabelecidos e projetos em ascensão. Bárbara Tinoco é um dos grandes destaques da noite. A cantora e compositora tornou-se uma das vozes mais reconhecíveis da nova geração da pop portuguesa, com canções de escrita direta e uma relação muito próxima com o público. Ao lado dela, D.A.M.A e Wet Bed Gang levam à Vila Adentro, no palco Ria, duas propostas diferentes da música portuguesa contemporânea, entre a pop, o hip hop e a música urbana.

ÁTOA, HMB e Chico da Tina também fazem parte da programação do palco Lusíadas Sé, representando diferentes lados da música nacional. No entanto, a noite não fica limitada aos artistas mais conhecidos. No mesmo dia passam pelos restantes espaços PAUS, Irina Barros, ALCOOL CLUB, Lana Gasparøtti, Femme Falafel, Mães Solteiras, Jasmim, João Tiago Neto, Afonso Rodrigues, Rafael Toral, Ana Tereza, e outros artistas a completarem a programação.

A programação inclui ainda a primeira tertúlia do festival, dedicada à Música no Feminino, abrindo uma série de três conversas sobre diferentes temas da música.

Sexta-feira, 4 de setembro

Os The Gift juntam-se aos grandes nomes da noite, levando ao palco Ria o repertório de uma das carreiras mais sólidas da música portuguesa. A banda de Alcobaça atravessa décadas e diferentes fases da música nacional, mantendo uma dimensão internacional pouco comum entre grupos portugueses.

O palco Ria recebe ainda dois artistas que trazem uma batida mais tropical ao festival algarvio. Tz da Coronel reforça a ligação do festival ao Brasil. O artista brasileiro faz parte de uma nova geração do hip hop que tem conquistado cada vez mais fãs em Portugal, enquanto Nelson Freitas traz ao cartaz a ligação a Cabo Verde e a uma das sonoridades mais populares do espaço lusófono. 

O segundo dia concentra também alguns dos encontros mais especiais da edição. Ricardo Ribeiro sobe ao palco Sé acompanhado pela Orquestra de Jazz do Algarve. O fadista leva a sua voz e repertório a um encontro com uma formação algarvia que promete aproximar o fado do jazz num único palco.

Clã e Moonspell representam duas gerações e dois universos muito diferentes do rock português. Os primeiros continuam a explorar pop e rock com uma identidade muito própria, enquanto os Moonspell levam ao F a dimensão mais pesada e internacional do metal. As duas bandas vão partilhar o palco sé juntamente com Ricardo Ribeiro.

Lucas Ortet, Bizarra Locomotiva, Aragão, Pelados, INHUMAN, Daniel Kemish, Joana Almeirante, Diana Vilarinho, são mais alguns dos nomes que completam a programação do segundo dia, distribuindo-se pelos diferentes palcos da Vila Adentro.

A segunda tertúlia junta Manuela Azevedo, Fernando Ribeiro, Nuno Gonçalves e Martim Sousa Tavares numa conversa que cruza pop, metal e música erudita.

Sábado, 5 de setembro

O último dia começa com mais uma oportunidade para descobrir projetos que não aparecem necessariamente nos grandes cartazes dos festivais portugueses. Camaleão Azul, Espama Trincana, King Bigs, Peculiar, TRAVO, Elisa, Latte, Peixe, IBSXJAUR, Gonçalo Mendes, Untitled, Micáh, Sofia Rodrigues, Akur e Puntzchick fazem parte do circuito de concertos que se espalha pelos diferentes palcos da Vila Adentro.

Carminho abre o palco Ria com a Orquestra do Algarve num dos encontros mais aguardados da edição. O concerto junta uma das maiores vozes do fado contemporâneo a uma formação profundamente ligada à região e promete ser um dos momentos mais especiais.

Slow J é um dos grandes nomes da última noite. O artista português tem construído uma das linguagens mais particulares da música urbana nacional, cruzando hip hop, soul e eletrónica. A presença no Festival F encerra o cartaz principal com uma das propostas mais relevantes da nova geração da música portuguesa. Papillon e Danni Gato juntam-se ao rapper com dois concertos que vão fechar o palco Ria.

 Maninho, Peculiar e Branko são alguns dos artistas que fazem parte do cartaz da última noite de festival, que mantém a mistura de gerações e estilos até às últimas horas, passando pelo hip hop, música urbana e eletrónica.

Festival F fora dos palcos

Apesar de a música ser o centro das atenções do F, não é a única razão para percorrer a Vila Adentro. O Artists & Fleas instala-se na Rua Galp, criando um espaço dedicado a autores e projetos independentes. No Museu Municipal de Faro e na Galeria Municipal Trem “Manuel Baptista” há exposições, enquanto a Galeria Arco recebe uma mostra da fotógrafa Kathryn Barnard e a exposição da ALFA.

No Palco Fábrica, o videomapping da Fuse – design lab acrescenta uma dimensão visual ao percurso pelo recinto. As ruas recebem ainda arruadas, dança, poesia e atuações do Grupo Coral Ossónoba. A edição de 2026 marca também o regresso do Palco Fábrica, pensado para reforçar a aposta em projetos de descoberta. É por ali que passam alguns dos nomes mais novos e alternativos do cartaz, num espaço onde a programação se prolonga pela noite dentro.

Para quem vai com miúdos entre os seis e os 10 anos, há ainda o Fagar Kids F, no Largo de São Francisco. O espaço funciona todos os dias, entre as 20 horas e a meia-noite, e propõe atividades lúdico-pedagógicas relacionadas com sustentabilidade ambiental. Os mais pequenos podem ficar até duas horas, com lotação de 40 participantes.

 
 
 
 
 
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Onde comer e beber

Entre os concertos, o festival também se vive à mesa. A zona de street food do Largo Afonso III junta propostas para quem quiser fazer uma refeição dentro do recinto, sem abandonar a programação.

Há ainda restaurantes, bares e outros pontos de alimentação distribuídos pela Vila Adentro, permitindo combinar o festival com uma passagem pelos espaços de restauração do centro histórico de Faro.

Bilhetes, horários e regras

As portas do Festival F abrem às 18 horas e o recinto encerra às 5 da manhã. As bilheteiras, instaladas no Largo de São Francisco, funcionam das 17 horas às 3h30 e o bilhete diário custa 22€, enquanto o passe geral para os três dias fica por 54€. Miúdos dos três aos 12 anos, inclusive, têm entrada gratuita desde que acompanhados por um adulto. Os bilhetes diários, físicos ou eletrónicos não precisam de ser trocados por pulseira, o que não acontece com o passe geral, que tem de ser trocado por pulseira depois da entrada no recinto.

O festival utiliza um sistema de pagamento cashless. Isto significa que, através da pulseira, é possível carregar uma carteira digital por QR Code e fazer os pagamentos no recinto. A ativação da pulseira custa 1€ e mantém-se o sistema de copos reutilizáveis, a 1€ cada.

Durante três dias, Faro transforma a cidade velha numa espécie de festival sem fronteiras entre palco e rua. É possível ir para ouvir Slow J e acabar numa exposição, atravessar as muralhas para jantar, parar numa tertúlia, descobrir uma banda num palco secundário ou simplesmente caminhar junto à Ria Formosa entre concertos. É essa mistura que continua a distinguir o F. Mais do que concentrar dezenas de artistas num recinto fechado, o festival ocupa Faro e obriga o público a descobrir a cidade enquanto descobre a música.

Uma das estruturas de apoio do Festival F é o Signa, um serviço dedicado ao apoio psicológico e à promoção do bem-estar. A equipa de profissionais de Psicologia, estará no recinto para acompanhar situações como crises de ansiedade, ataques de pânico, desorientação, sobrecarga sensorial, situações relacionadas com consumo de álcool ou outras substâncias e casos de assédio. O apoio é gratuito e confidencial e os profissionais podem ser identificados pelos kispos vermelhos, no Espaço Signa ou em circulação pelo recinto.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos artistas do cartaz do Festival F 2026:

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