cultura

Faro recebe documentário que dá voz às histórias de mulheres migrantes em Portugal

A sessão inclui uma conversa com a realizadora Raquel Pacheco e outras convidadas, no Auditório Paulo Freire.

No próximo dia 16 de outubro, vai ser exibido em Faro o documentário “Iroko”, que dá voz às histórias, dificuldades e formas de resistência de mulheres migrantes que vivem em Portugal. A sessão realiza-se às 18h30, no Auditório Paulo Freire, na Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC), no Campus da Penha da Universidade do Algarve.

Depois da exibição, o público é convidado a participar numa conversa dedicada às experiências de mulheres migrantes e às questões abordadas pelo filme. A conversa irá contar com a presença da realizadora Raquel Pacheco, bem como de Gabriela Borges, do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade do Algarve, de Marta Lima, técnica da DOINA, parceira do Projeto IROKO, e de Selma Ferreira.

Realizado, escrito e produzido por Raquel Pacheco, investigadora do CIAC e presidente da Associação P de Potência, “Iroko” resulta de um projeto artístico e comunitário dedicado às experiências de mulheres migrantes no País. O projeto passou por várias localidades, incluindo Lisboa, Porto, Évora e Almancil, onde foram desenvolvidos trabalhos com grupos de mulheres através de oficinas artísticas e espaços de partilha.

Foi nesse percurso que nasceu o documentário. O filme aborda temas relacionados com as suas condições de vida e de trabalho, bem como experiências de racismo, desigualdade e heranças do colonialismo.

Ao longo do projeto foram utilizadas diferentes ferramentas de criação e expressão, entre elas a narrativa e a autobiografia audiovisual. O objetivo foi criar condições para que as participantes pudessem contar as suas histórias e refletir coletivamente sobre as experiências associadas à migração.

A iniciativa em Faro é promovida pela Associação P de Potência e pela Xangô Filmes, com o apoio do Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve e da European Network of Migrant Women.

 

 
 
 
 
 
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