Instalado no topo de um edifício histórico, junto ao Largo da Sé, o espaço da família Palma Rosa nasceu para aproveitar uma área que estava sem utilização, acabando por se transformar num dos pontos mais descontraídos da Cidade Velha. Vila Adentro é uma das zonas mais antigas de Faro e concentra alguns dos principais vestígios da história da cidade.
Entre as ruas das muralhas, há restaurantes, bares e espaços onde é possível parar para saborear vários pratos típicos, acompanhados por um copo de vinho. É neste cenário que fica o Cidade Velha Rooftop, um bar de petiscos com mesas ao ar livre, cocktails e uma vista privilegiada para a zona histórica.
O projeto pertence à família Palma Rosa e está ligado ao restaurante Cidade Velha, a funcionar junto ao Largo da Sé há mais de 30 anos. Orlando Palma Rosa, de 60 anos, começou por explorar o edifício com uma pastelaria. Mais tarde, comprou o prédio que tinha pertencido à Santa Casa da Misericórdia e avançou com a recuperação do espaço.
Parte do edifício foi destinada a alojamento local, com três suítes, e outra área acabou por dar origem ao rooftop. O projeto é gerido pelo filho de Orlando, Gonçalo Palma, de 37 anos, que ficou responsável pelo novo conceito desde a abertura.
O Cidade Velha Rooftop abriu no final de julho de 2020, no ano em que a pandemia alterou o funcionamento da restauração e obrigou os espaços a cumprir várias restrições. A ideia inicial era criar um bar, mas o acesso à cozinha do restaurante permitiu acrescentar uma carta de petiscos. “Abrimos como bar, mas também com uma oferta de petiscos”, explica Gonçalo à New in Faro. “Temos uma cozinha no primeiro andar que dá serviço ao restaurante lá em baixo. Por isso, começámos a servir também comida”.
A estratégia acabou por resultar num espaço que funciona como bar, mas onde a comida ganhou um papel central. Ao contrário do restaurante no piso inferior, que aposta numa cozinha mais tradicional, com pratos como cataplanas e peixe, a carta do rooftop foi pensada para partilhar e acompanhar com bebidas.
Entre os petiscos quentes há amêijoas com alho, coentros e limão (21€), asas de frango fritas com molho agridoce (8€), lulas fritas com maionese de limão (9€), tiras de choco com maionese de gengibre (11€) e polvo salteado com puré de aipo e azeite de coentros (13€). Há ainda bochechas de porco com puré de batata-doce (12€), bifana tradicional (11€), chouriça caseira assada (12€) e novilho braseado com molho chimichurri (12€).
Nas opções frias, o destaque vai para as ostras da Ria Formosa (16€), presunto pata negra (17€), muxama de atum com pickles e azeite (9€), ceviche de robalo com manga, abacate e cebola roxa (16€) e salada de polvo à algarvia (9€). Há ainda uma seleção de queijos com compota de tomate, frutos secos e fruta desidratada (10€), além de bruschettas de cavala fumada, sardinha ou cogumelos, todas a 8€.
O bar serve ainda cocktails com moscatel e licor de mel, além de Aperol Spritz, Campari Spritz, sangrias, vinhos, cervejas, sidras e uma seleção de bebidas espirituosas, que dão uso a produtos da região.
A vista é uma das razões para subir
Para chegar ao rooftop é preciso subir por umas escadas estreitas. No topo, o espaço divide-se por três zonas exteriores com mesas, com capacidade para 32 clientes. No interior, junto ao balcão onde são feitos os pedidos, há lugar para mais oito.
A localização dentro das muralhas e o ambiente exterior são parte importante do conceito. O objetivo passa por proporcionar uma experiência mais descontraída, em que os sabores da região aparecem em doses pensadas para partilhar, acompanhadas por cocktails, vinho ou sangria. “Este é um sítio único, não há nenhum igual em Faro”, assegura Gonçalo.
A equipa é composta por quatro elementos no serviço de bar e de mesa, todos de Faro, enquanto a cozinha conta com mais colaboradores. A maior parte da clientela é composta por turistas que, segundo Gonçalo, representam cerca de 90 por cento dos clientes.
O espaço mantém-se aberto durante todo o ano, com uma pausa em janeiro para férias. Para o futuro, a família quer melhorar o uso da zona exterior, durante os meses mais frios, através da instalação de uma cobertura parcial. A gestão do rooftop foi uma aprendizagem para Gonçalo, que não tinha qualquer experiência em bares quando o projeto arrancou. Desde então, foi adquirindo experiência no trabalho e através de várias formações na área.
A cozinha do grupo ficou entregue ao chef Carlos Mestre, de 32 anos, que entrou no projeto há alguns meses, antes da criação da carta. O restaurante Cidade Velha mantém a sua oferta de cozinha regional no piso inferior, enquanto o rooftop segue uma proposta mais informal, pensada para o final da tarde e refeições de partilha.
Carregue na galeria para conhecer os cocktails do Cidade Velha Rooftop.








